Pequenas crônicas de grandes viagens
janeiro 19, 2010
Pubs e restaurantes vol. 1:
1) Em Gotemburgo, na Suécia, um bêbado muito chato falou várias coisas para mim enquanto eu estava no balcão para pegar uma bebida. Depois de agüentar o bafo e as palavras não identificadas, eu resmunguei: “Esse bêbado viado vai ficar atrás de mim falando um monte de besteira e me xinxando?” O pior foi a resposta do sueco, acompanhada de uma risadinha… “I don’t speak portuguese, but I understand everything you said”. Não sei se ele entendeu tudo, mas foi assustador.
Depois conversei com ele e descobri que ele já tinha visitado o Brasil algumas vezes. Cuidado com o português nos pubs.
2) Paris, cidade do amor, cidade luz…e o meu primeiro jantar na capital francesa foi no… Aux Trois Petits Cochons . O que é isso? É a versão francesa dos três porquinhos. Um restaurante voltado para o público gay de Paris. Não, não tenha nada contra. Mas jantar em um lugar que o garçom é
simpático demais, que as paredes são decoradas com quadros de homens semi-nus e você não vê nenhuma mulher além da sua namorada e da amiga…hummm…complicado.
O momento final foi quando eu decidi ir ao banheiro. Imagina o Paulo Zulu desfilando no Shopping e várias adolescentes desmaiando…Não, nenhum tiozão desmaiou, mas me regularam de uma forma…JESUS CHRIST!!! Ah, um deles tentou entrar no banheiro. Para a minha sorte lá tinha tranca. Ufaaa!!!! (Bel, você está perdoada).
3) Como deixar vários franceses preocupados? Grite em uma estação de metrô que talvez tenha uma bomba lá. Como deixar vários americanos tensos? Grite que tem um cara parecido com o Bin Laden no aeroporto. E como deixar vários brasileiros preocupados? Grite algo contrário ao Maradona em um bar em Buenos Aires.
Imagina a cena: Eu subi no palco do Café Moliere, no bairro de San Telmo, para anunciar uma festa de réveillon na casa da Fabi, uma brasileira que estava morando na terra do tango. Enquanto o assunto era festa estava tudo tranqüilo. Os amigos se divertindo e tomando suas cervejas.
Mas faltava um pouco de ação…Então anunciei, em alto e bom som, que o nome da festa era “Pelé es muy mejor que Maradona”. Os brasileiros vibraram…parecia algo como “Independência ou Morte”. Um momento lindo.
Mas passaram alguns minutos e a alegria deu lugar a tensão. A pergunta que não queria calar: “Qual será o estado dos nossos pratos?” Sim, vários pedidos de massas, carnes e pizza que ainda não tinham sido entregues. Até onde eu sei, ninguém passou mal depois do encontro, já que a festa continuou no dia seguinte.
4) Na tarde do dia 30 de dezembro, o fatídico dia no Moliere, eu, Bela e nossas amigas cariocas fomos almoçar em um restaurante próximo da feira de San Telmo, a tradicional, que acontece aos domingos.
Estava tudo bem até a chegada da sobremesa. Nina, a boleira da equipe, pediu um sorvete de chocolate. Não lembro de ninguém ter reclamado de alguma coisa ou ter dito algo contra o Maradona durante o almoço, mas rolou uma represália.
O tal sorvete que a Nina já tinha oferecido para todos da mesa, veio como uma surpresinha. Sabe aquele peixinho, bem pequeno, tipo manjubinha? O coitado estava nadando na sobremesa da Nina.
Inconformados, chamamos a garçonete que se limitou a dizer: “Perdon” e levou o copo para a cozinha. A alegação foi que o peixe pode ter caído lá. Wow, o Deuce Bigalow (o Gigolô por Acidente) é o cozinheiro do restaurante? Só pode.
Sinto muito, mas não lembro o nome do restaurante, mas fiquem tranqüilos pois acho que isso é uma especialidade argentina. Nossos hermanos adoram colocar coisas estranhas nos pratos. Em Paraty, no Rio de Janeiro, comemos em um restaurante argentino e o prato da Bela também veio com surpresa. O Omelete alla parafuseta é um sucesso. Quer saber os ingredientes? Deixa para lá.


hahahaha e o pior é que é tudo verdade! Já passamos por cada uma… Adorei! Um bjão!